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POLÍTICA

“Quem julga não pode ser popstar”, critica Rui Costa a posturas do judiciário

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“Quem julga não pode ser popstar”, critica Rui Costa a posturas do judiciário

Terça, 20 de Dezembro de 2016 - 16:34
Por Luiz Fernando Lima / Victor Pinto | Fotos: Reprodução

Durante um café na tarde desta terça-feira (20) com a imprensa, o governador Rui Costa (PT) criticou a falta de identidade institucional no Brasil, principalmente para o público de fora que não conhece a realidade do País e chegou a reclamar da popularização da imagem do juiz, que, segundo o petista, deveria ser discreta.

Rui também citou a necessidade de construção de uma pauta mensal de discussões dos 27 governadores brasileiros com o presidente da república, fato que chegou a ser articulado com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o atual presidente Michel Temer (PMDB).

“Se chegar alguém de fora do Brasil e ver o jornal da noite, ao ver uma entrevista e não ler a legenda para saber quem acabou de dar a entrevista. Esse é o que? Deputado, governado, senador, juiz, representante do ministério público? Dificilmente alguém acertará. Quero dizer que isso é ruim para o Brasil (...). Aqui no Brasil colocamos tudo de cabeça para baixo”, disse.

Para o petista o ato de julgar não pode ser movido por um “popstar” ao também dizer que é necessário uma pacto institucional e político . “Essa coisa de colocar a Supremo Corte em rede nacional, o Brasil é um dos pouquíssimos do mundo que faz isso. As principais nações do mundo não fazem isso. Pois o que conceito de quem julga não pode ser de popstar”, disse.

“Tem que tá preocupada com a justiça e ser justo. Por isso que nações do mundo não admitem isso. Pois a função de julgar e condenar requer discrição. Li processo, vi provas, ouvia as testemunhas e a pessoas é culpada ou inocente é só isso que ela deve fazer”, completou.

O governador afirmou que o magistrado nesta situação não deve pensar se ele for a lugares públicos deve se preocupar se será vaiado ou aplaudido. “Isso daí é para o político”.

“As pessoas não podem ser condenadas ou absolvidas de acordo com vontade de popularidade ou de quantos seguidores o juiz ou procurador vai ter na internet”, disse.